O que é permitido (ou não) na quarentena apos parto

O que é permitido (ou não) na quarentena apos parto

O período imediatamente posterior ao parto não é nenhum bicho de sete cabeças, mas exige alguns cuidados para assegurar uma recuperação sem estresse. Saiba o que a nova mãe pode ou não fazer nessa

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O período imediatamente posterior ao parto não é nenhum bicho de sete cabeças, mas exige alguns cuidados para assegurar uma recuperação sem estresse. Saiba o que a nova mãe pode ou não fazer nessa fase.
Arcar com a responsabilidade de zelar por uma vida, totalmente dependente, é um desafio e tanto para a nova mãe. Mas não é o único. Existe ainda a preocupação de lidar com as novas emoções e de restabelecer o corpo, que encarou muitas transformações ao longo da gestação. Para se ter uma ideia, o útero de uma mulher que nunca teve filhos pesa cerca de 90 gramas e tem o tamanho de uma pera. No último trimestre da gravidez, ele pode chegar a um quilo para abrigar um bebê de 3,5 kg e 52 cm. Isso significa que o abdômen cresce até 11 vezes! Por essa e outras razões, é preciso respeitar um período de cerca de 40 dias de recuperação, depois de dar à luz. É o chamado puerpério, conhecido como resguardo ou quarentena, em que nem tudo é permitido – mas nem tão proibido como alardeavam nossas avós.
O QUE É PERMITIDO (OU NÃO) NA QUARENTENA
PARTO NORMAL CESÁREA
Dirigir É desaconselhável no primeiro mês por atrapalhar a cicatrização do períneo, região entre o ânus e a vagina, principalmente se ele tiver sido submetido a uma epistomia –pequeno corte para facilitar o parto normal. Caso a mulher não sinta nenhum incômodo, pode dirigir a partir de duas semanas. Não costuma ser permitido no primeiro mês, porque pode atrapalhar a cicatrização das suturas abdominais.
Sexo Proibido no primeiro mês não só porque a mulher pode sentir dor, mas porque existe o risco de infecção, já que o processo de cicatrização pós-parto ainda não está finalizado. Além disso, a produção do hormônio prolactina, que favorece a produção do leite, diminui a libido e a lubrificação vaginal. A quarentena impõe 30 dias de abstinência sexual para recuperação do organismo e do sistema reprodutor. Caso contrário, os riscos seriam os mesmos já descritos no parto normal, somados à sobrecarga na região dos pontos cirúrgicos.
Atividade física Exercícios pesados, como corridas, são proibidos nos primeiros 45 dias, porque o esforço pode atrapalhar o processo de recuperação. Caminhadas leves, de 20 a 30 minutos, podem ser feitas após o primeiro mês. Esse tempo é variável e depende do condicionamento físico da mulher antes de engravidar. Para nadar confortavelmente, sem risco de escapes de sangue, é melhor esperar dois meses. A volta à atividade física pós-cesárea é bem mais complexa, por se tratar de um processo cirúrgico como outro qualquer. Exercícios pesados, como corridas, precisam ser evitados por três meses. Caminhadas e natação estão liberadas a partir de dois meses.
Carregar peso Não é recomendado no primeiro mês. Mesmo depois, é bom sentar em uma cadeira para levantar o filho mais velho, fazendo força no braço, e agachar com as costas eretas para pegar uma sacola no chão. O objetivo é poupar a coluna, fragilizada pelo peso que sustentou durante a gravidez. Proibido no primeiro mês pelo cuidado com os pontos cirúrgicos. Mesmo depois desse período, vale seguir as recomendações referentes ao parto normal.
Subir
escada
Se não houver dor, não existe contraindicação. Não há nenhum problema se não houver dor.
Depilação Nada impede que a mulher se depile nesse período. Não existem contraindicações.
Cuidados com o cabelo Eles ficam enfraquecidos e costumam cair, devido à queda hormonal ocasionada pela perda da placenta. Cerca de 90 dias depois do parto, o processo atinge seu auge e, passado esse período, a tendência é que as madeixas se normalizem. Em relação às tinturas, o ideal é adiar o procedimento enquanto a mulher estiver amamentando, porque os produtos químicos podem conter amônia ou formol e são perigosos para o bebê, intoxicando-o. A pintura à base de henna não oferece risco. As recomendações são idênticas às do parto normal e valem para todas as mulheres que amamentam.
Absorvente interno Não existem restrições. Não há problema em usá-lo.

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