Cirurgias reparadoras após redução de estômago

Cirurgias reparadoras após redução de estômago

O que fazer caso o plano se recuse a cobrir as cirurgias reparadoras?

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Muitas pessoas não sabem, mas quem faz a cirurgia bariátrica por um plano de saúde também tem direito às cirurgias reparadoras com a cobertura do plano, desde que seja comprovada a necessidade com laudos médicos e psicológicos.

Durante muito tempo a cobertura dessas cirurgias foi negada pelos planos de saúde, que alegavam tratar-se de procedimento estético. No entanto, em muitos casos o emagrecimento rápido exige algumas cirurgias plásticas reparadoras para completar o processo cirúrgico da bariátrica e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Nesses casos, a lei está do lado dos pacientes: o Código de Defesa do Consumidor configura como abuso por parte dos convênios a não cobertura de cirurgias plásticas reparadoras decorrentes de procedimentos como a redução de estômago.

Cirurgias reparadoras após uma redução do estômago
A cirurgia mais procurada pelos pacientes que realizam uma bariátrica – e a mais fácil de conseguir cobertura por um plano de saúde – é a dermolipectomia abdominal ou abdominoplastia, feita para retirar o excesso de gordura e pele do abdômen.

Entretanto, muito pacientes precisam de outras cirurgias, já que perder tantos quilos em um período tão curto (normalmente o paciente sente os efeitos da perda de peso durante dois anos após a bariátrica) deixa um excesso de pele e gordura em outras partes do corpo como pernas, braços e mamas, e não apenas no abdômen.

Esses procedimentos servem para garantir resultados positivos na vida do paciente depois do processo de emagrecimento, pois o excesso de pele pode trazer problemas posturais, de equilíbrio, de relacionamento e também algumas dermatites. Permanecer com uma grande quantidade de pele sobrando pode causar até mesmo uma crise de identidade e fazer o paciente se arrepender da decisão de realizar a cirurgia.

O que fazer caso o plano se recuse a cobrir as cirurgias reparadoras?
É possível obter judicialmente o direito a realizar as cirurgias. Após a análise do caso pelo juiz, se o paciente conseguir comprovar com laudos médicos a necessidade dos procedimentos, é concedido, em caráter liminar, o direito às cirurgias com cobertura do plano. A perspectiva de melhoras físicas, psicológicas e sociais é um fator considerado pela lei.

O paciente é obrigado a realizar as cirurgias reparadoras?
De forma alguma. Quem fica satisfeito com o resultado da bariátrica após o emagrecimento não tem a obrigação de realizar as cirurgias reparadoras, mas é preciso analisar se as consequências da redução de estômago não causaram alguma outra condição que prejudique a qualidade de vida do paciente, como por exemplo:

Incapacidade funcional da ptose mamária com desequilíbrio da coluna, que pode exigir uma mamoplastia.
Limitação da capacidade profissional devido ao peso da quantidade de pele extra nos braços ou pernas, que torna necessária uma cirurgia plástica para remover o tecido que está sobrando.
Infecções cutâneas causadas por fungos ou bactérias, que podem acontecer em qualquer lugar com excesso de pele e, por isso, exigem a remoção da pele extra.
Entretanto, caso a pele e a gordura extra não estejam causando nenhuma outra condição clínica ao paciente, e isso seja confirmado pelo médico, não há motivos para se submeter a mais cirurgias.

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