Como anda sua autoestima,  trabalhe já seu amor próprio!

Como anda sua autoestima, trabalhe já seu amor próprio!

A autoestima nos permite acreditar que merecemos levar uma vida plena e que somos capazes de contribuir para a sociedade e de usar nossos talentos da melhor forma possível. Portanto, reconstruí-la é

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A autoestima nos permite acreditar que merecemos levar uma vida plena e que somos capazes de contribuir para a sociedade e de usar nossos talentos da melhor forma possível. Portanto, reconstruí-la é natural, essencial e saudável.
Compreenda o poder da sua atitude em relação a si mesmo. A forma como nos vemos, nos representamos e falamos sobre nós mesmos acaba transformando-se em realidade sob nosso ponto de vista. Quando se menospreza, subestima o próprio valor e faz pouco dos seus talentos na frente dos outros, você transmite uma imagem de modéstia excessiva e de baixa autoestima, e acaba passando despercebido. Isso não é humildade, é autonegação e uma tentativa de desvalorizar a própria presença.
Para desenvolver autoestima, você precisará aprender a ouvir e confiar nas próprias emoções, em vez de reagir automaticamente aos sentimentos dos outros. Quando percebem que sempre reagiremos exatamente da forma como elas desejam, as outras pessoas não precisam de nenhum outro incentivo para se aproveitarem de nossa sensibilidade, criando uma obrigação com a qual teremos dificuldade para romper (mas com a qual devemos romper de qualquer forma).

Faça uma autoanálise. Nós vivemos em uma cultura que acredita na ideia de que todos devem ser analisados por outra pessoa, mas, a menos que você tenha uma desordem séria, as manifestações comuns de incerteza e falta de propósito não precisam ser analisadas por uma terceira pessoa. Tais sentimentos exigem uma autoanálise para que possam ajudá-lo a identificar claramente os pontos em que se subestima e prejudica. Estas são algumas perguntas para sua autoanálise:
“Quais experiências vivi? Como tais experiências contribuíram para meu crescimento pessoal?”
“Quais são meus talentos?”. Liste pelo menos cinco.
“Quais são minhas habilidades?”. Lembre-se de que os talentos são inatos, mas as habilidades precisam ser aperfeiçoadas.
“Quais são os meus pontos fortes?”. Pare de focar nos seus defeitos porque, provavelmente, você já fez isso por tempo o bastante. Concentre-se nos pontos fortes e pense em como pode aproveitá-los ao máximo em todas as coisas que decidir fazer.
“O que quero fazer da minha vida? Estou fazendo isso? Em caso negativo, por que não?”.
“Estou satisfeito com meu estado de saúde? Se não, por quê? O que posso fazer para adquirir uma sensação de bem-estar físico, em vez de viver doente?”
“O que me faz sentir realizado? Estou trabalhando para conseguir sentir isso ou estou sempre muito ocupado me esforçando para satisfazer os demais?”

Pare de medir a própria autoestima com base na opinião dos outros. Quando tentamos viver de acordo o que os outros esperam de nós, perdemos o amor-próprio e passamos a viver em um ritmo definido por expectativas alheias, não importa se tais expectativas são implícitas ou impostas claramente. Infelizmente, muitas pessoas vivem assim e baseiam escolhas relacionadas ao que estudar, qual carreira seguir, onde morar e quantas filhos ter nas expectativas impostas por pais, cônjuges, amigos e veículos de comunicação. Isso ocorre porque elas têm medo de defender as próprias opiniões e de respeitar o próprio valor, mas viver a vida em função de outras pessoas é um grande desperdício.


Diga a si mesmo que você é importante. Falar coisas inspiradoras para si mesmo é um ótimo hábito. As autoafirmações positivas não são a única solução para o problema, mas integram uma variedade de métodos usados para motivá-lo e ajudá-lo a perceber que você importa tanto quanto todas as outras pessoas ao redor.

Perdoe-se. Assumir a responsabilidade também exige a renúncia da necessidade de usar a culpa como um mecanismo de enfrentamento — o sentimento de culpa alivia a necessidade de olharmos para nós mesmos e de mudarmos nosso próprio comportamento. Embora possa parecer uma opção fácil de vez em quando, isso também vai deixá-lo estagnado e preso aos sentimentos negativos e, ainda pior, acabar com sua esperança. A culpa sugere que alguém ou alguma coisa tem um poder que você não tem e, se isso não é desistir, o que mais será?
Não culpe seus pais, o governo, nem o vizinho ao lado. O que eles têm a ver com a matéria cinzenta perfeitamente formada dentro da sua cabeça? Talvez eles realmente tenham dificultado algumas coisas para você, mas é possível compreender tal situação sem usá-la como uma desculpa para reduzir seu amor-próprio. Não seja um mártir, você é responsável por seguir em frente como a pessoa forte e plena que é.

Esforce-se para desenvolver resiliência. Uma pessoa resiliente tem a força emocional necessária para superar as dificuldades da vida sem se deixar derrubar. O ponto aqui não é subestimar as dificuldades e os desafios da vida — eles são muito reais — mas sim mudar a forma como "você" reage e lida com tais situações. Todo mundo pode escolher entre se humilhar ou lembrar do quanto é importante, persistindo nessa resolução.
Concentre a energia naquilo que precise fazer para mudar uma situação ou circunstância. Dê-se conta de que as outras pessoas também estão sofrendo com as mesmas circunstâncias e não estão necessariamente determinando o que acontecerá em seguida.

Acabe com o hábito de tentar agradar a todo mundo. Isso é impossível, e até esse comportamento submisso poderá acabar incomodando algumas pessoas — principalmente aquelas que tem bastante autoestima e se sentirão constrangidas com tais atitudes. Quando parar de tentar agradar a todos, seus desejos se tornarão evidentes e você poderá começar a trabalhar na própria felicidade e senso de autoestima. Que ideia incrível!
Expresse os sentimentos, em vez de suprimi-los. Faça isso respeitando os sentimentos dos outros, mas sem se prender a eles. Algumas pessoas não vão gostar desse novo comportamento e está tudo bem, o mundo não chegaria a lugar nenhum se todos nós agíssemos da mesma forma. Comece cuidando de si mesmo e depois você poderá ajudar os outros a alcançarem a felicidade (caso eles não consigam fazê-lo por conta própria!).

Transforme os desafios em oportunidades — essa é outra característica das pessoas de sucesso. Você consegue adotar tal mentalidade? Comece com coisas menores, mudando sua linguagem para eliminar palavras negativas e usando expressões que reflitam um senso de propósito, foco e direcionamento. Não exagere e comece a ver tudo cor-de-rosa, a vida ainda tem contratempos e tragédias, nós só precisamos de um enfoque realista e de determinação para tentar melhorar sempre.

Valorize-se, independentemente do seu emprego ou salário atual. Desvalorizar-se com termos tangíveis é uma armadilha para a autoestima. Este passo é pura e simplesmente sobre dinheiro. Nas sociedades que não costumam valorizar as pessoas por quem elas são, mas sim pelo que fazem, há um grande risco de subestimarmos nossa importância por associá-la ao status financeiro e ao prestígio profissional. Caso se pegue falando "Ah, sou apenas um... ao responder a "O que você faz?", seu amor-próprio está prejudicado. Você não é "apenas" alguma coisa, você é você: um ser humano único, valioso, maravilhoso e importante. Nós perdemos a autoestima facilmente quando colocamos o senso de amor-próprio em uma escala social ou financeira e sentimos que não conseguimos atender a tais expectativas.

Valorize seu tempo. Além de nos autodepreciarmos pelo emprego que temos ou pelo salário que recebemos, outro problema é a forma como passamos o tempo. Talvez você trabalhe como voluntário ou atue em um local no qual tenha a oportunidade de ajudar pessoas carentes, mas onde não receba um salário tão bom, e tais posições acabem consumindo todo o seu tempo disponível, o impedindo de dar atenção a outros aspectos importantes da vida, como procurar um emprego, passar algum tempo com a família ou levar uma vida tranquila. Nesse caso, você pode estar preso em uma competição de diferentes sistemas de valores, o que nunca traz nada de bom!

Avalie o equilíbrio entre o tempo que dedica aos outros e o tempo que dedica a si mesmo. Você poderia passar mais tempo com a família ou com os amigos? Se a resposta for afirmativa, aceite que sua maior riqueza é reservar um momento para si mesmo e para as pessoas que ama, e reduza o tempo que dedica aos outros. Tal mudança poderá colocá-lo no caminho certo para a conquista do amor-próprio.
Isso não significa que você precise parar de ajudar os demais, mas sim que deve avaliar o serviço comunitário ou trabalho voluntário a partir de outra perspectiva. No final das contas, vocês é mais importante do que qualquer outra coisa.

Siga em frente. Concentre-se na autoestima como uma parte importante de uma vida plena. Avalie seu progresso regularmente e seja paciente. Alterar os pensamentos negativos sobre si mesmo e aprender a deixar de se colocar sempre em último lugar vai levar tempo. Você precisará de muito esforço para criar a coragem necessária para mudar se todas as suas interações com os demais sempre tenham sido baseadas em ser o mais modesto e discreto possível, mas isso é completamente possível.
Algumas pessoas encararão sua personalidade mais assertiva como uma tentativa de confronto, mas não se preocupe, essa jornada é sua e de mais ninguém! Você deseja ganhar respeito durante o processo, algo que as pessoas submissas raramente recebem.

Anote todas as suas realizações em um caderno. Sempre que sentir vontade de se menosprezar e de reclamar que não está chegando a lugar nenhum, prepare uma xícara de café, sente-se confortavelmente e comece a ler as anotações. Será que você consegue aproveitar essa oportunidade para atualizar o caderno com uma nova realização?
Compita somente consigo mesmo, nunca com os outros. Tais realizações tem a ver com o que você faz e com a forma como você se sente em relação a elas, não com a forma como elas são vistas pelos demais, nem com realizações semelhantes de outras pessoas.

As pessoas tendem a se reinventar a cada dez anos, portanto, não sofra por não ser a mesma pessoa que era há dez anos. Em vez disso, diga "Ainda bem!", levante-se e siga em frente. Pense em tudo o que aprendeu nesse meio tempo e coloque tais lições em prática.
Cuidado ao confundir platitudes com afirmações. Quando o assunto é autoestima, as platitudes são os provérbios, discursos motivacionais ou sabedoria popular que não tem nada a ver com você. Embora uma platitude possa realmente influenciar a mentalidade de uma pessoa, para você ela poderia parecer completamente sem sentido. Não menospreze um indivíduo que se beneficie de tais platitudes, mas não sinta que precisa adotá-las mesmo que elas não lhe tragam benefício algum. Encontre as próprias fontes de inspiração e viva de acordo com elas.
Todo as pessoas que conhecemos trazem diversas oportunidades, portanto, demonstre interesse pelos demais e esteja disposto a passar algum tempo ao lado deles para aprender coisas novas. Você nunca sabe o que poderá descobrir para ajudá-lo a aumentar a autoestima. Ouvir diversas pessoas diferentes também poderá ajudá-lo a colocar os problemas e angústias em perspectiva.
Compartilhe o aprendizado envolvido na construção da autoestima. Dê o exemplo aos seus filhos e mostre como está sempre aprendendo a se amar e a sentir mais autoestima, ensine-os que se reinventar e se levantar depois de uma queda nunca é errado. Mostre que, embora também possa envolver o crescimento profissional, a compra de uma nova casa ou carro ou as vitórias na vida social, a jornada da vida envolve primariamente um aprimoramento pessoal diário, semanal e anual.

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