Em Londres, advogados de Lula lançam ofensiva internacional para defesa do ex-presidente corrupto.

Em Londres, advogados de Lula lançam ofensiva internacional para defesa do ex-presidente corrupto.

Cristiano Zanin Martins criou o Lawfare Institute para debater casos de políticos que alegam ser perseguidos pela Justiça.

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SÃO PAULO - Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram, na noite desta terça-feira, na Universidade de Londres, a criação do Instituto Lawfare, nome usado para quando o estado usa a Justiça como ferramenta para perseguir alguém.

A iniciativa foi lançada pelos advogados do petista e faz parte da estratégia do ex-presidente de fazer a defesa de sua imagem no exterior. Lula alega que foi condenado a nove anos e seis meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá pelo juiz Sergio Moro sem que houvesse uma única prova, mas apenas palavras de delatores. Ao todo, ele responde a nove processos em Curitiba e Brasília.

Cristiano Zanin Martins e sua mulher Valeska Martins, responsáveis pela defesa do petista, trataram o caso de Lula como sendo "um dos maiores exemplos da atualidade de Lawfare no mundo".


No início da apresentação foi exibido um vídeo que destacava como vítima de lawfare o caso de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul e símbolo da luta contra o apartheid que morreu em dezembro de 2013.


Os advogados de Lula disseram que o instituto contará com um conselho consultivo formado por advogados brasileiros e estrangeiros e será sediado em São Paulo. Contudo, eles não informaram onde o instituto vai funcionar na capital paulista, nem quais serão os custos da iniciativa e se contará com apoio de patrocinadores. Em um dos processos que Lula responde em Curitiba, o ex-presidente é acusado de receber da Odebrecht uma nova sede para o Instituto Lula como forma de vantagem indevida. O local nunca foi utilizado pelo ex-presidente, que nega as acusações.


Zanin afirmou que o "Lawfare é uma ameça à democracia no Brasil e no mundo". Ele disse que o instituto terá o objetivo de estimular produção de pesquisas sobre o tema e o exame de possíveis casos concretos que poderão ser denunciados:

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— A intenção é aproveitar a experiência que temos com o Lula como exemplo para enfrentar outros casos e encontrar soluções - disse Zanin.

Os advogados ficaram numa saia justa ao serem questionados sobre se também estudariam o caso de Julian Assange, fundador do Wikileaks — site que divulga documentos governamentais e de empresas recebidos anonimamente. Assange está asilado na Embaixada do Equador em Londres, desde 2012.

Valeska respondeu que o instituto vai restringir suas "pesquisas e debates" a casos políticos.





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