Essas são as doenças mais perigosas do mundo. Como elas afetam os brasileiros?

Essas são as doenças mais perigosas do mundo. Como elas afetam os brasileiros?

Todos os anos um relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa os maiores riscos para a saúde humana e aponta tendências para minimizá-los. No relatório publicado este ano, com a

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Todos os anos um relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa os maiores riscos para a saúde humana e aponta tendências para minimizá-los. No relatório publicado este ano, com a base de dados de 2015, a entidade informou que em todo mundo morreram aproximadamente 56 milhões de pessoas.

Os dados fornecidos pela OMS apontam qual a maior causa de mortalidade em todo planeta: 40 milhões de pessoas, ou seja, 70% de todos os óbitos, faleceram em decorrência de doenças crônicas ou não contagiosas, como problemas cardiovasculares e câncer.

Listamos a seguir as quatro doenças mais letais em todo o mundo e o quanto elas afetam a saúde dos brasileiros, de acordo com as informações do DataSUS, com dados oficiais do Ministério da Saúde.

Doenças cardiovasculares
Em todo mundo, 17,7 milhões de pessoas morreram como resultado de problemas cardíacos e vasculares. Isto representa 70% de todas as mortes relacionadas a doenças não contagiosas. Doenças relacionadas ao sistema cardiovascular são muito mais letais nos países de média e baixa renda: são mais 250 óbitos para cada 100 mil habitantes; nos países ricos, são aproximadamente 120 para cada 100 mil pessoas.

No Brasil, a maior causa-morte neste sentido são os acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e os infartos do miocárdio:

Doenças cerebrovasculares: 100.520Infarto agudo do miocárdio: 90.811Doenças hipertensivas: 47.288Doenças isquêmicas do coração: 21.052Outras doenças cardíacas: 70.896Outras doenças do aparelho circulatório: 15.939

Câncer
O câncer é a segunda maior causa de mortes em todo mundo. Aproximadamente 8,8 milhões de pessoas não resistiram à doença. O número corresponde a 22% das mortes decorrentes de doenças não contagiosas.

A contagem considera todos os tipos de neoplasias, sejam malignas ou benignas cujo tratamento foi ineficiente. No Brasil, o tipo de câncer mais perigoso no período foi o tumor nos pulmões (considerando traqueia e brônquios), seguido pelo de cólon, pelo de mama, pelo de próstata e pelo de estômago:

Câncer de traqueia, brônquios e pulmões: 26.498Câncer do cólon, reto e ânus: 16.697Câncer de mama: 15.593Câncer de próstata: 14.484Câncer de estômago: 14.265Câncer de fígado: 9.711Câncer de pâncreas: 9.464Câncer no sistema nervoso central: 9.034Câncer de esôfago: 8.402Leucemia: 6.837Câncer de boca e faringe: 7.676Câncer de colo do útero: 5.727Câncer de laringe: 4.384Linfoma não-Hodgkin: 4.260Câncer de bexiga: 3.905Tumores benignos ou de comportamento incerto: 3.782Mieloma múltiplo: 2.889Restante de neoplasias malignas: 37.238

Doenças respiratórias
A OMS considera neste caso apenas doenças crônicas do sistema respiratório, como a asma, a bronquite ou o enfisema pulmonar. Globalmente, foram contabilizadas 3,9 milhões de mortes devido a problemas respiratórios crônicos, 10% do total.

O Brasil é um dos países cujos índices de poluição são mais amenos e com relativa pequena população fumante, o que contribui para uma taxa de mortalidade baixa. Em nosso país, a pneumonia, que não entra nesta contabilização pois é bacteriana, é o principal risco:

Doenças crônicas das vias aéreas inferiores (como a asma): 42.917Restante doenças do aparelho respiratório: 26.139Pneumonia: 77.334

Diabetes
O diabetes foi responsável pela morte de 1,6 milhão de pessoas, o que representa 4% das doenças crônicas registradas pela OMS. No Brasil, estima-se que mais de 16 milhões de pessoas tenham a doença, que pode acometer a vida de até 60 mil brasileiros por ano:

Diabetes mellitus: 59.641

Doenças infecciosas
Doenças que são transmitidas por interação humana, más condições sanitárias ou epidemias são responsáveis por menos mortes de humanos ao redor do planeta, de acordo com a OMS. Mas não devem ser vistas com menos preocupação: são problemas de saúde pública até mais fáceis de se prevenir, no geral.

HIV

Hoje, a Aids não é uma doença tão letal quanto foi nas décadas passadas, mas ainda assim mata muita gente. São aproximadamente 1,1 milhão de pessoas; e cerca de 18,2 milhões infectados com o vírus HIV. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, são 827 mil pessoas com o vírus e mais de 12 mil óbitos anuais:

Doenças decorrentes do HIV: 12.667

Malária
Esta que já foi uma das principais causas de morte na América Latina, quase não afeta mais nosso país: foram registrados apenas 35 mortes. Mas globalmente, sobretudo na África, ainda causa muitos danos. A OMS informa que são 429 mil mortes e cerca de 212 milhões de casos de malária. No Brasil:

Malária: 35

Tuberculose
O relatório global da OMS informa que embora seja uma doença relativamente fácil de tratar, a tuberculose ainda mata muito, também com foco de ação na África. São 10,4 milhões de casos globais, e 1,4 milhão de mortes confirmadas. No Brasil, também é um problema de grande proporção:

Tuberculose respiratória: 4.241Outras tuberculoses: 369

Hepatite
De acordo com a OMS, a vacinação contra hepatite cobre 84% das crianças no mundo, mas em 36 países a cobertura ainda é menor que 80% - e são eles que apresentam mais incidência da doença. São cerca de 257 milhões de pessoas vivendo com o vírus da hepatite B no mundo e 71 milhões com o da hepatite C. Em 2015, morreram 1,3 milhão de pessoas por conta da doença. No Brasil, a cobertura de vacinação é superior a 95% e a doença é tida como controlada:

Hepatite viral: 2.811

Outras causas de morte no Brasil

O Sistema Único de Saúde apresenta outras diversas informações sobre quais são as doenças mais perigosas para a sociedade brasileira. Listamos mais cinco delas para alertamos riscos referentes a infecções bacterianas, epidemias e doenças de ordem renais e neurais:

Septicemia: 18.595Doença de Alzheimer: 17.306Insuficiência renal: 14.587Epilepsia: 2.482Dengue: 570

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