Imagens mostram confrontos entre agentes de segurança e ambulantes no metrô do Rio

Imagens mostram confrontos entre agentes de segurança e ambulantes no metrô do Rio

As câmeras das estações flagraram casos de violência contra agentes de segurança que tentaram coibir o comércio dentro dos vagões.

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Apesar de ser proibido, a venda de produtos por ambulantes nos vagões do Metrô do Rio de Janeiro é cada vez mais comum. Muitos consideram como uma das consequências da crise econômica no Estado, que levou muitos trabalhadores para a informalidade. As câmeras das estações flagraram casos de violência contra agentes de segurança que tentaram coibir o comércio dentro dos vagões.

Em uma imagem feita em setembro na Estação Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, homens com pedaços de madeira ameaçam policiais e depredam a estação. Outra confusão, na estação de Triagem, também teve homens armados com pedaços de pau ameaçando os agentes de segurança.

Em um outro tumulto, na estação Engenho da Rainha, a briga começa na plataforma e se estende aos trilhos do metrô. O tráfego chegou a ser interrompido por alguns minutos.

O Metrô Rio informou que os tumultos foram registrados na polícia mas que, com a fiscalização maior, ocorreu uma diminuição no número de ambulantes.

Na quarta-feira (6), um agente tentou coibir a venda de produtos dentro do trem, o retirou e apreendeu a mercadoria que ele levava. Horas depois, o ambulante voltou com outras pessoas e todas bateram no segurança, que chegou a ser levado para o hospital.

O metrô fez um convênio com a Polícia Militar há dois meses e agentes passaram a ajudar na fiscalização. Neste período, os agentes apreenderam mais de 500 produtos vendidos irregularmente dentro dos vagões. Mas os confrontos entre os seguranças e os camelôs estariam assustando os passageiros.

Uma pesquisa da Secretaria Estadual de Transportes, realizada em setembro com a ajuda do metrô revelou que apenas dois passageiros em cada dez se mostram simpáticos a presença dos camelôs dentro dos três.

De acordo com a Polícia Militar, de agosto até dezembro, foram apreendidas 532 mercadorias dentro do metrô.

Os agentes de segurança do BRT encontram o mesmo problema. Eles contam que os passageiros se queixam que os ambulantes muitas vezes não pagam passagem.

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