Maior Campeão, Flamengo busca sua 21ª Taça Guanabara para ampliar mais a diferença.

Maior Campeão, Flamengo busca sua 21ª Taça Guanabara para ampliar mais a diferença.

A Taça Guanabara é uma coisa carioca. Não adianta tentar explicar. Só quem é do Rio, sabe. Tem toda a questão política por trás, o Estado que virou ex-tado, a cidade que já "mandou" oficialmente no

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A Taça Guanabara é uma coisa carioca. Não adianta tentar explicar. Só
quem é do Rio, sabe. Tem toda a questão política por trás, o Estado que
virou ex-tado, a cidade que já "mandou" oficialmente no país, o celeiro
de craques do futebol e a taça que virou um símbolo na disputa do
Estadual.

Sócio-torcedor
tem o orgulho de jogar junto em cada vitória: o dinheiro vai para o
Futebol e traz mais reforços, revelações e estrutura para o CT. E ainda
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Todos os estados
do país procuram há 100 anos a fórmula de disputa para decidir o melhor
time local a cada ano. No Rio, inúmeras engenharias já foram criadas,
mas ela sempre esteve lá. A Taça Guanabara nunca foi esquecida ou
desprezada. É o primeiro título do ano, a primeira volta olímpica, a
primeira alegria e garantia de zoação na segunda-feira útil que vem a
seguir.

Desde 1965, seja como turno seja como campeonato à parte,
a Taça Guanabara dá o ar de sua graça. Possui um glamour único carioca.
É exclusiva demais, diferente das demais. Já conquistada pelos quatro
grandes do Rio, um time lhe dá especial atenção desde sua criação: o
Flamengo.

Maior campeão disparado da Taça, com 20 conquistas, o
Flamengo entra em campo no próximo domingo buscando sua 21ª volta
olímpica com a GB nas mãos.

A primeira vez foi em 1970, sobre o
Fluminense. Não foi exatamente uma final, mas um grupo único com seis
times, onde o Mengão terminou na frente com nove pontos, um a mais que o
rival tricolor. No derradeiro jogo, no Maracanã, empate em 1x1, com Fio
Maravilha marcando para o Mais Querido. Mais de 100 mil pessoas viram
ao vivo aquela partida que seria o piloto de uma história de sucesso. A
foto que ilustra essa matéria é a desta equipe, comandada por Dorival
Knipel, o Yustrich.

Em pé: Murilo, Adão, Washington, Tinho, Zanata e Paulo Henrique; Agachados: Ademir, Liminha, Adãozinho, Fio e Arílson.

Depois
da primeira, abriu a porteira e o Flamengo foi colecionando taças, foi
pentacampeão de 1978 a 1982, e abriu tanta vantagem que nunca mais foi
alcançado, pelo contrário.

Relembrando

Algumas
dessas taças foram especiais. Não apenas por fazerem parte da história
de glórias do clube, mas também pelas circunstâncias do jogo em si.

Aquele
gol do Tardelli no último minuto em 2008. O oportunismo de Romário em
1995. A bola que mudou de ideia na cobrança de Cássio, em 2001. A
consagração de Roger em 2004. Durante a semana, relembraremos algumas
dessas partidas, para ir aquecendo os motores para domingo.

São muitas lembranças. O último troféu foi em 2014, contra o Botafogo e lá se vão quatro anos sem essa volta olímpica.

Reedição

O
próximo domingo verá uma final repetida em muitos aspectos. Flamengo e
Boavista repetirão a final de 2011, inclusive no mesmo palco.

No
dia 27 de fevereiro, mais de 40 mil torcedores estiveram no Estádio
Nilton Santos para ver Ronaldinho Gaúcho marcar um golaço de falta aos
27 do segundo tempo e garantir a taça para a Gávea.

A partida
vai começar às 17h e o Flamengo estará na disputa de sua 21ª conquista.
Insuperável no Rio, para se distanciar ainda mais dos rivais.