Rocinha tem terceiro morto após prisão de Rogério 157

Rocinha tem terceiro morto após prisão de Rogério 157

Vitor Hugo Fernandes Mesquita, 26 anos, foi socorrido para UPA da comunidade, mas não res

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Vitor Hugo Fernandes Mesquita, 26 anos, foi socorrido para UPA da comunidade, mas não resistiu


Rio - Uma terceira pessoa foi morta nos confrontos na Rocinha, na Zona Sul do Rio, após a prisão de Rogério 157. De acordo com a polícia, PMs da UPP Rocinha foram acionados para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade para verificar a informação sobre a entrada de um homem ferido por disparo de arma de fogo. Vitor Hugo Fernandes Mesquita, 26 anos, que seria mototaxista, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.  A ocorrência foi registrada na Divisão de Homicídios da Barra da Tijuca.


Os outros dois mortos foram atingidos em um confronto com agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Os suspeitos, que não tiveram a identidade divulgada, foram socorridos ao Hospital Miguel Couto, mas não resistiram. De acordo com a polícia, com eles foram apreendidos uma pistola Glock 9mm com numeração raspada, uma pistola .380, uma granada, 34,5 kg de maconha em tablete, um carregador de 5,56 e 106 munições de 5,56. A ocorrência também foi encaminhada para a DH da Barra.


Polícia identifica traficantes

A Polícia Civil já identificou mais e 80 traficantes envolvidos de forma direta e indireta na guerra da Rocinha. A informação foi divulgada pelo delegado da 11ª DP (Rocinha), Antonio Ricardo Nunes, nesta quinta-feira. Um dos envolvidos é José Carlos de Souza Silva, o Gênio. Ele é investigado em inquéritos na delegacia por associação criminosa, associação ao tráfico de drogas, disparo de arma de fogo, dano, tráfico de drogas e resistência. Além disso, o traficante é suspeito de participar de um caso de tortura, em 2014, na favela.

Rogério 157 é preso

Chefe do tráfico da Rocinha, Rogério 157 foi o responsável por intensos confrontos na comunidade da Zona Sul em setembro. Um dos mais procurados do estado, ele foi preso e levado por 20 policiais da 12ª DP (Copacabana) e da 13ª DP (Ipanema) para a Cidade da Polícia.

Os agentes contaram que o traficante foi encontrado inicialmente em uma casa que já estava sendo monitorada pela polícia. Depois, ele fugiu para a residência de uma moradora da favela, que fica a 200 metros da Cadeia de Benfica, onde o ex-governador Sérgio Cabral está preso. Rogério tentou se esconder com um cobertor em uma cama e também se identificou como Marcelo e primo da dona da casa.

Os policiais começaram a fazer uma série de perguntas e ele caiu em contradição. Em um dos questionamentos, um agente quis saber qual era o nome do pai da dona da casa e Rogério não soube responder. Depois, o traficante disse que "em 20 minutos resolveria tudo". Ao perceber a tentativa e suborno, um policial chamou o delegado Gabriel Ferrando, que coordenava a ação, e o criminoso foi preso.

As investigações começaram há dois meses, quando os policiais mapearam os possíveis locais onde o traficante estaria escondido. Ferrando contou que a aparência de Rogério 157 estava "um pouco diferente" e que o criminoso tentava apagar uma cicatriz no braço para impedir o seu reconhecimento.


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